Fala NORTE

Amazofonia, ou sotaque nortista, é o sotaque encontrado em boa parte dos habitantes da região amazônica (ou seja, a região norte do Brasil) e de seus sete estados. Segundo a geografia da língua portuguesa, o Brasil possui 11 dialetos, sendo esse encaixado como dialeto nortista. Trata-se do sotaque lusófono que abrange a maior extensão territorial entre todos no planeta.

A região norte do Brasil tem pelo menos dois sotaques de destaque: o tradicional sotaque, utilizado pela maioria dos habitantes da área, nas duas maiores cidades (Belém do Pará e Manaus), totalmente em 4 dos 7 estados da região (Acre, Amazonas, Roraima e Amapá) e parcialmente em 1 (Pará); enquanto outro sotaque é utilizado pelos “imigrantes de 70″ e seus descendentes: na região sudeste do Pará (região de Carajás), no Estado de Rondônia e no Estado de Tocantins: um sotaque derivado de misturas de nordestino, mineiro, capixaba, goiano e gaúcho.

Dialeto Tocantinense

Predominantemente de raízes nordestinas em geral – maranhenses, piauienses e baianos – o tocantinense trouxe, como legado de seus antepassados, um falar todo seu, que ora facilita, ora complica o entendimento de seus interlocutores.

Considera-se que o linguajar tocantinense seja uma variação de outras Regiões, pois, como disse muito se assemelha ao do Centro Oeste (Região-mãe), ao do Nordeste (pela proximidade), tanto quanto à do Norte

Como fala o Amazonas?

Fatos históricos e sociais estão diretamente ligados ao desenvolvimento do dialeto, com isso pode perceber que no Amazonas há dois modos diferentes de fala, que são divididos pelo Rio Negro e o Solimões. Esses rios dividem o estado não apenas em termos geográficos, mas também culturais. Na região sul as pessoas falam sibilando, e com o “s extensivo” por causa da influência nordestina- herança do ciclo da borracha. Já na região norte é marcado pelo “s chiado”, pela influência da forte colonização portuguesa, por esse fato tem pouca influência cultural de outros povos. Os hábitos de uma região também influenciam o vocabulário, vários termos relacionados à agricultura acabaram fazendo parte do dialeto amazonense.

O sotaque tradicional tem como destaque o emprego correto de verbos na segunda pessoa do verbo, ex: “tu fizeste”, “tu és”, “tu chegaste” e etc., o “r” e “s” como o carioca, “d” com som de (“dj”)=[ʤ] , “t” som de(“tch”)= [ʧ], “l” com som “li” palatalizado como “famílhia”= família ou “palhito”= palito; também é uma pronúncia limpa e nítida.

Para pessoas de outras regiões esse sotaque pode soar como o carioca, mas existem diferenças primordiais:

1.    Não há palavras gingadas;

2.    Não existe emprego de “você”;

3.    Não trocam o som das letras “s” por “r”;

4.    Tende-se usar mais ênclises e próclises.

Esse sotaque é empregado na maior parte do Amazonas.

É encontrado em boa parte dos habitantes da região amazônica (ou seja, a região norte do Brasil) e de seus sete estados. Segundo a geografia da língua portuguesa, o Brasil possui 11 dialetos, sendo esse encaixado como dialeto nortista. Trata-se do sotaque lusófono que abrange a maior extensão territorial entre todos no planeta.

A região norte do Brasil tem pelo menos dois sotaques de destaque: o tradicional sotaque, utilizado pela maioria dos habitantes da área, nas duas maiores cidades (Belém do Pará e Manaus), totalmente em 4 dos 7 estados da região (Acre, Amazonas, Roraima e Amapá) e parcialmente em 1 (Pará); enquanto outro sotaque é utilizado pelos “imigrantes de 70″ e seus descendentes: na região sudeste do Pará (região de Carajás), no Estado de Rondônia e no Estado de Tocantins: um sotaque derivado de misturas de nordestino, mineiro, capixaba, goiano e gaúcho.

Sotaque tradicional

Tem como símbolo o correto emprego de verbos na segunda pessoa do verbo, exemplo: “tu fizeste”,”tu és”, “tu foste”, “tu chegaste”, além do “r” e “s” como de carioca, “d” com som de “dj” e “t” com som de “tch”, tendo como fama também uma pronúncia mais clara. Também tem o som de “l” e “li” palatalizado, como “famílhia” (família) ou “palhito” (palito).

Para pessoas de outras regiões, esse sotaque pode soar como sotaque carioca, porém existem diferenças primordiais, como:

  1. não há palavras gingadas, como no sotaque carioca;
  2. quase não existe o emprego de “você”;
  3. não se trocam os som das letras “s” por “r”;
  4. tende-se a usar mais ênclises a próclises;

A explicação para a composição e formação desse sotaque é histórica: devido a forte colonização portuguesa na região norte, em diversas vezes ao longo da história, e a pouca influência linguística e cultural de outros povos. Esse sotaque é empregado em quase toda a região amazônica.

Sotaque do Arco do Desflorestamento

Não é um sotaque tão bem definido como outros, justamente por sua peculiaridade de formação, porém tem marcante o uso do “s” como o do sotaque paulista, e outras peculiaridades. Esse sotaque existe no sudeste do Pará, em Rondônia e no atual Tocantins desde meados da década de 70, quando houve uma maciça migração desordenada de nordestinos, goianos, sudestinos e sulistas para a região, atraídos com a descoberta da maior reserva mineralógica do planeta (em Carajás, no Pará) e pela oferta de terras baratas e acessíveis em abundância.

 

 

 

 

 

Vídeo exemplo poema declamado por Amazonense –

 

Alfabeto por Amazonas

 

Alfabeto Rio Grande do Norte

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